Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Great Book of Western World - Ano 1

Um desafio de leitura para 2020

“Great Books of Western World” é uma coleção de obras essenciais que fundaram o mundo ocidental, estas foram reunidas em 54 volumes  e separadas por autores, e servem de base de estudos para muitas universidades americanas.
Foi idealizada por Mortimer Adler, autor do clássico “Como ler livros” e lançada pela Enciclopédia Britânica em 1952, nos E.U.A.

Nesse primeiro ano de desafio, os livros listados serão lidos, se possível na ordem, e buscando sempre edições em Língua Portuguesa. Uma vez que esses livros originais são organizados em inglês, pode ser que enfrentemos algumas dificuldades quando se tratar de uma obra muito específica, que não tenha sido traduzido para o português e/ou não tenha uma edição acessível.

Aqui está a lista:

1) Apologia de Sócrates - Platão                  (24/04)
2) Críton, do dever - Platão                        (26/06) 
3) As Nuvens - Aristófanes                         (27/06)
4) Lysistrata, a Greve de Sexo - Aristófanes (29/06) 
5) República de Platão - Livro I - II
6) Ética a Nicômaco - Aristóteles
7) Política - Aristóteles 
8) As Vidas dos Nobres Gregos e Romanos - Plutarco
9) Confissões - Agostinho
10) O Príncipe - Maquiavel 
11) Gargantua e Pantagruel - Rabelais 
12) Ensaios - Montaigne ()
13) Hamlet - Shakespeare (17/01)
14) Segundo Tratado Sobre o Governo (Segundo Ensaio) -Locke
15) O Contrato Social - Rousseau  
16) Declínio e Queda do Império Romano - Gibbon
17) A Declaração de Independência dos E.U.A. 
18) A Riqueza das Nações - Adam Smith
19) O Manifesto Comunista - Marx e Engels (07/03)

Boa leitura!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Descrição da Peninsula Ibérica Livro 3º da Geografia de Strabão 1878 . p33

http://www.bdalentejo.net/BDAObra/BDADigital/Obra.aspx?ID=500#

A origem da língua portuguesa - parte II


Os dois  aspectos em que os romanos eram intransigentes: 
  • Latim como língua obrigatória para fins comerciais, atos oficiais e questões jurídicas. Mais tarde também passa ser obrigatório no serviço militar (e a juventude toda das terras conquistadas deviam usá-lo)
  • Eram raras as vezes em que um convocado do exército servia em sua própria província de origem, vários homens de lugares e línguas diferentes serviam ombro a ombro na mesma legião e logo só teriam uma forma de se comunicar - o Latim, a língua comum. 


Foi assim que a difusão  do Latim se fez tão rápida. Não foi diferente na Península Ibérica. Já no século  I d.C., Estrabão (Στράϐων), o geógrafo grego que passou pela bacia do Mediterrâneo afirmou que: "os Turdetanos (povo do interior da Península) e os ribeirinhos do Bétis (rio Guadalquivir) adotaram de todo os costumes romanos e até já nem se lembram de sua própria língua"

segunda-feira, 9 de março de 2015

o princípio tudo era com caixa alta, assim mesmo, CAIXA ALTA. O latim, e sua imponência, não reconheciam as coisas menores. A palavra tinha sua força na representação clara da ideia. Então, as palavras se preservaram nos mosteiros, para fugir da barbárie, foram ser copiadas e mantidas por séculos e séculos na clausura monástica. Foi quando os monges, em suas vidas pacientemente regradas, criaram as caixas baixas para facilitar os textos manuscritos. As ideias então, apesar de grandes, preferiam a discrição dos traços minúsculos. Os monges artistas ornamentavam páginas e páginas com ricas Iluminuras, bordadinhas em escarlate a cada nova página, que se chamavam fólios. E os fólios carregavam cuidadosamente os significados perpetuados pela experiência humana e se capitulavam todo início de frase. Da inscrição em pedra para a maleabilidade do papiro, as palavras optaram pela fluidez. Evitou-se a rigidez. Chegou-se ser demodê escrever com maiúscula, era como alguém que aprendera a escrever às pressas. Sua complexidade resistia em poucas palavras, era como se fosse arcaico e glorificante. Nasce nesse tempo a famosa noção de usar as caixas altas para coisas importantes.
Centúrias fluíam pela clepsidra, a fluidez se esvaía pelo tempo. A concretude das gramáticas das línguas modernas forçava novas e novas regras. Tudo isso enterrava o latim. As funções gramaticais, que eram marcadas por casos e declinações e toda a magia da lógica própria da vestuta língua, renderam-se às ordens diretas, pontuações e maiúsculas que passaram a figurar no início de toda frase. Os frios e sisudos saxões ainda usaram as caixas altas a todos os substantivos; os latinos, mais quentes e amantes, foram comedidos no uso das mesmas. Veio a onda da internet, nela as regras de quase tudo se modificaram, inclusive as das relações. Ama-se perdidamente alguém de Milão. Conversa-se mais intimamente com alguém lá da Síria. Países além da Cochinchina passaram a compor os mapas mais pessoais. Os diários migraram de sua solidão trancafiada para um ermo pluri-observado de fãs afeitos às diversas ideias. As redes sociais não pescam pessoas. Elas ligam ideias. E o cansado escritor, das ideias mais recatadas, optou por fugir da norma, até porque só as Normas valem a pena, mas não as normas. Ele usou a caixa baixa para passar despercebido em meio a tanta expressão tão mais relevante na insensatez contemporânea.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A origem da língua portuguesa - parte I



“Não fala com absoluto rigor quem diz que o português provém do latim. Rigoroso é dizer que o latim continuava a existir no português, modificado evolutivamente segundo leis orgânicas que sofrem exceções apenas quando outras leis de maior força atuam nelas” (Lições de Filologia Portuguesa, edição da ‘Revista de Portugal’, 1956, p. 6 – VASCONCELOS, Carolina Michaëlis)

Os primeiros a povoar a região, onde hoje chamamos de Portugal e Espanha, foram os celtas e iberos. Estes celtiberos dominaram as regiões da Lusitânia por serem fecundas e  destes povos sobraram alguns nomes portugueses na língua.

- Coimbra – (Conimbriga)
- Douro – (Durius)
- Vouga – (Vacua)

Posteriormente chegaram à Península Ibérica os nautas fenícios, gregos e cartagineses, por lá se estabeleceram porque existiam muitas possibilidades de mercados e o povo era muito amistoso. A união de sangue destes povos em terras lusitanas foi formando inúmeras tribos e se espalharam pelo território, havendo predominância de celtas na faixa onde hoje se encontra o Estado de Portugal. Estas paragens muito fecundas e salutares aguardavam sua romanização no III século antes de Cristo.

A Romanização da Península Ibérica.
Durante a segunda Guerra Púnica – 218 a.C. a 201 a.C. (Bellum Punicum Secundum), os romanos, sob o comando de Cornélio Cipião (Publius Cornelius Scipio), tiveram que invadir a península, levados por duplo intento. O primeiro era o de atender aos pedidos de socorro de Sagunto, cidade grega atacada pelos soldados cartagineses. O segundo motivo foi o de derrotar Aníbal (Hannibal Barca) que, nessa época, arruinavam os melhores interesses dos romanos nos campos italianos. Os ataques deste general ameaçavam seriamente Roma e suas conquistas.
Assim, com estas investidas dentro da Ibéria, a conquista da Ibéria pelos romanos custou cerca de duzentos anos. Em princípio, nas regiões do sul e da costa oriental, área mais civilizada e cosmopolita, as ações de romanização se deram de forma tranquila e fácil. Por outro lado, foi muito difícil quando os romanos se viram ante as povoações mais severas e vigorosas da região norte. As rijas povoações selváticas do norte só foram dobradas entre os anos 26 e 18 a.C., permanecendo em poder de Roma, exceto uma faixa de terra ao norte de Portugal.
A romanização se fazia de modo fácil ao oferecer estradas magníficas, escolas públicas, explorações mineral de forma organizada, a criação de uma legítima cidade romana com belos templos, casas de banho, uma estrutura comercial arranjada, sem dizer do serviço de correios. Estas benesses todas foram essenciais para a rápida assimilação do povo ibérico. Exceto por dois aspectos, caros aos romanos, no qual os romanos eram intransigentes. A estes dois aspectos trataremos em “post” futuro.